Rio de Janeiro terá feriadão de cinco dias durante Rio+20

18 mai

Os vereadores do Rio aprovaram nesta quinta-feira projeto de lei do Executivo que declara feriado escolar nos três dias da reunião de cúpula da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O primeiro dia (20 de junho) é uma quarta-feira, portanto haverá um feriadão de cinco dias na cidade.

A decisão já era esperada. Havia sido proposta no fim de abril pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), após um pedido do governo federal, responsável pela organização da Rio+20. Na justificativa do projeto, a prefeitura afirmou que seria “necessário reduzir o fluxo de veículos  na cidade no período para minimizar os transtornos para a população e garantir a segurança e o sucesso do evento”.

Não haverá aula em todos os estabelecimentos educacionais, incluindo os de educação infantil e de ensinos fundamental, médio, técnico ou superior, bem como as creches e as escolas e cursos, de qualquer nível ou natureza, reconhecidos ou não, durante a realização da Rio+20. O texto seguirá para sanção de Paes.

Fonte: www.dgabc.com.br

BRICS discutem desenvolvimento sustentável em seminário no Rio

3 mai

O Seminário Internacional Sobre o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda Social dos BRICS, evento preparatório para a Conferência Rio+20, foi realizado entre os dias 24 e 26 de abril no Palácio da Cidade, residência oficial do prefeito do Rio de Janeiro, organizado pelo centro de pesquisas BRICS Policy Center, uma parceria entre o Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O Seminário Internacional teve como objetivo fomentar uma série de discussões sobre a estratégia dos países BRICS a respeito de temas como a redução da pobreza, a economia verde e o desenvolvimento sustentável.

Durante os dois dias de trabalho do evento foram realizadas diversas mesas-redondas e debates que reuniram especialistas de diferentes áreas, além de receber aurtoridades científicas internacionais dos países do bloco BRICS, enriquecendo o debate e aproximando as diferentes perspectivas dos países emergentes.

Na quarta-feira, 25, foram realizadas as mesas-redondas sobre “Economia Verde” e “Combate à Pobreza”, além do debate sobre “Crescimento, Desenvolvimento Sustentável e os Limites do Planeta”. Presente em duas mesas do primeiro dia de trabalho, Sérgio Besserman, presidente do Grupo de Trabalho da Rio+20 e professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, destacou que a economia verde não deve ser entendida simplesmente como uma forma mais eficiente de usar os recursos.Segundo ele, os problemas ambientais devem ser incorporados nos custos dos modelos de produção e consumo.

No segundo dia de trabalho do Seminário, foram promovidas mesas-redondas e debates acerca de temas como “Governança e Reforma Institucional”, “Cidades Sustentáveis” e “Os BRICS e o Desenvolvimento Sustentável”. Este último debate encerrou o evento reunindo os convidados estrangeiros de Rússia, Índia, China e África do Sul. O professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e pesquisador do BRICS Policy Center, Paulo Esteves, representou o Brasil no diálogo que procurou uma abordagem mais direta entre as partes do grupo dos países emergentes.

Mediado pelo diretor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e supervisor-geral do BRICS Policy Center, João Pontes Nogueira, o debate foi encerrado por sugestões e ideias práticas que possibilitem pensar o BRICS como um grupo capaz de repensar a ordem política internacional no âmbito do desenvolvimento sustentável.

O representante russo, Nicolai Mikhailov, diretor regional da Russkiy Mir Foundation e membro do Comitê Nacional para Pesquisa Sobre BRICS da Rússia, sugeriu criar uma espécie de constituição entre os BRICS, reunindo pontos em comum entre os países emergentes a fim de criar uma agenda comum e fortalecer a cooperação. A proposta teve o apoio do vice-presidente executivo da China Executive Leadership Academy Pudong, Feng Jun, que complementou o colega russo ao sugerir um maior intercâmbio de conhecimento acadêmico acerca do grupo BRICS entre os países do bloco, fortalecendo, assim, os laços cooperativos e a troca de informações entre instituições de pesquisa dos países BRICS.

Fonte: www.diariodarussia.com.br

Brasil apoia criação de órgão sobre desenvolvimento sustentável

27 abr

O Brasil apoiará, na Rio+20, a criação de um novo órgão da ONU responsável por discutir ações na área de desenvolvimento sustentável. Segundo a delegação brasileira, há concordância entre os países que participarão da conferência sobre a criação do novo órgão.

Hoje existe a Comissão de Desenvolvimento Sustentável na ONU, que foi criada na Eco-92 para avançar o debate sobre o tema.

“Isso demonstrou ser insuficiente. Do ponto de vista de ONU, por ser uma comissão, ela está em um nível de hierarquia que não permite a ela dar ordens a outros órgãos. A ideia é criar um órgão que esteja em um nível hirárquico, e aí se diz um conselho, para que possa garantir coerência no tratamento do tema na ONU”, disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, secretário-executivo da Comissão Nacional da Rio+20.

O embaixador participou nesta terça-feira, em Nova York, de um evento para discutir a conferência mundial da ONU sobre desenvolvimento sustentável que ocorrerá em junho, no Rio de Janeiro. O debate foi organizado pelos jornais “Financial Times” e “Valor Econômico”.

Desde segunda-feira, a ONU faz a terceira rodada de negociações sobre o Rascunho Zero, documento que pautará a conferência.

Segundo Machado, a criação do conselho mudaria a incorporação das três dimensões do desenvolvimento [social, econômica e ambiental] na ONU. “A ONU passaria a ter uma função na área de desenvolvimento que hoje ela não tem.”

O embaixador disse ainda que a falta de financiamento para as ações que promovam desenvolvimento é sensível. “Não há dúvida que há obrigações dos países desenvolvidos que não foram cumpridas nessa área e essas obrigações não podem ser transferidas para os países emergentes.”

Os países ricos não cumpriram, por exemplo, o compromisso de aumentar a assistência ao desenvolvimento para 0,7% do PIB.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES que também participou do evento nesta terça-feira, afirmou que o banco de desenvolvimento, assim como outras instituições de fomento, estarão presentes na Rio+20, mas admitiu que há desafios para financiar as ações.

“Não é um bom momento para a conferência, que requer visão de futuro, generosidade e comprometimento. Para ser franco, não estamos vendo isso na economia global”, disse o executivo.

Desenvolvimento sustentável no Brasil deve ser exibido na Rio+20

27 abr

Pedro Arraes compartilha a opinião de que o país é um exemplo na geração de tecnologias de baixo impacto ambiental.

O Brasil tem condições de aproveitar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, para mostrar ao mundo que é possível conciliar crescimento econômico e sustentabilidade.

A opinião é do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Pedro Arraes, que vê o país como um exemplo na geração de tecnologias de baixo impacto ambiental. “O Brasil tem todo um conhecimento técnico baseado em ciência e que pode nortear toda essa revolução que a gente precisa”, avalia.

“Pode mostrar para o mundo que é possível um país com toda essa pujança se desenvolver [de forma sustentável]”, completou o dirigente.

A participação da Embrapa na Rio+20 é coordenada por Maurício Lopes, diretor executivo da empresa, que destaca o valor da revolução alimentar alcançada pelo Brasil. “Nos anos 60, não éramos um país muito seguro do ponto de vista alimentar. Hoje, o Brasil se projeta como um grande produtor. E é isso que temos de mostrar: a capacidade brasileira de que é possível sair da situação de dependência para a posição de independência.”

No evento que comemorou o aniversário de criação da empresa, a Embrapa divulgou seu balanço social. Conforme o documento, para cada real aplicado pelo governo federal na Embrapa, em 2011, foram gerados R$ 8,62 para a sociedade. Esse retorno é calculado com base nos benefícios recebidos pelo produtor, além da geração de emprego e renda.  Por amostragem, a Embrapa atestou ainda que, em 114 tecnologias e 163 cultivares desenvolvidas, foram gerados 75 mil novos empregos em 2011.

Informações de Agência Brasil

Dilma defende comprometimento com cidade sustentável

25 abr

Brasília – A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, ao anunciar investimentos para a mobilidade urbana, que um país que combate de forma efetiva o desmatamento, como o Brasil, tem de estar comprometido com o meio ambiente e, especialmente com a questão das cidades sustentáveis.

Segundo ela, um dos grandes debates que deve ocorrer na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro, é o conceito de cidades sustentáveis.

O programa anunciado hoje foi de investimentos de R$ 32 bilhões na construção de 600 quilômetros de rodovias, 200 quilômetros de trilhos, 381 estações e terminais e a compra de 1.060 veículos para sistema sobre trilhos. Os projetos contemplados pelo PAC Mobilidade Grandes Cidades levam em conta municípios com mais de 700 mil habitantes, beneficiando diretamente 51 cidades.

Fonte: UOL

Ambientalistas pedem que governo evite retrocesso na Rio+20

19 abr

Um grupo de acadêmicos, ambientalistas, parlamentares e ex-ocupantes de cargos públicos defendeu nesta quarta-feira, em São Paulo, que o governo adote uma ação mais atuante na definição de políticas públicas a serem apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho próximo.

Em documento apresentado na Faculdade de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), os 17 integrantes do grupo alertaram que “há um elevado risco de que a Rio+20 seja não apenas irrelevante, mas configure um retrocesso”.

Entre as propostas, está a de que o país deve adotar um conjunto coordenado de políticas públicas, na agenda de transição para a chamada economia verde ou de baixo carbono. Para isso, o grupo sugere a adoção de um sistema de vantagens competitivas associadas a esse processo, ao mesmo tempo em que sejam desencorajadas iniciativas que caminhem em direção oposta.

“A prioridade à transição para uma economia de baixo carbono deve se traduzir em medidas de políticas industriais, de transportes, energética, agropecuárias, comerciais e de inovação e em instrumentos de política que favoreçam investimentos sustentáveis”, assinala o grupo no documento sob o título Rio Mais ou Menos 20?.

À frente desse movimento, Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente e ex-secretário geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), observou que “o Brasil foi o autor do primeiro grande projeto de economia verde, o etanol, mas ficou só nisso”. Para ele, há falhas no Código Florestal em discussão no Congresso Nacional como, por exemplo, a ausência de medidas de estímulo ao plantio de florestas.

Segundo Ricupero, o grupo vai buscar adeptos e interessados em propor sugestões a serem adotadas pelo governo na conferência, por meio da internet. Cópias do documento também estão sendo encaminhadas às autoridades públicas.

Na avaliação da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, essa é uma oportunidade de o Brasil dar o exemplo de condutas para permitir o crescimento econômico sem comprometer o ecossistema. Para ela, como anfitrião, o país deveria liderar um movimento de criação de um organismo no âmbito das Nações Unidas (ONU) especialmente voltado para as questões ambientais, à semelhança das organizações mundiais na área de comércio e saúde.

A ex-senadora Marina Silva, que assina o documento, o Brasil “não pode sair dessa conferência menor do que (saiu) na Rio 92″, disse, ressaltando alguns avanços que resultaram daquela conferência, realizada também no Rio de Janeiro, há 20 anos, tais como o das metas estabelecidas para a redução das emissões de gás carbônico e o de medidas que levaram a uma redução de 80% no desmatamento.

Já o físico José Goldemberg, ex-ministro da Educação e ex-secretário de Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia do governo federal, criticou o encaminhamento das discussões em torno da Rio+20, dizendo que elas estão deixando de lado as mudanças climáticas.

Para ele, ao ignorar os efeitos de uma economia fundamentada na depredação dos recursos naturais, a sociedade está contribuindo para aumentar os riscos da vida na terra. Segundo o físico, nos últimos 30 anos, subiu de 400 para 600, por ano, o número de eventos associados ao “pouco caso com o meio ambiente”, entre eles os deslizamentos de terra de Teresópolis, no Rio de Janeiro, a seca e as inundações em países asiáticos.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

Proposta obriga político eleito a anunciar meta sustentável

17 abr

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52, que começa a ser debatida nesta semana, obriga presidente da República, governadores e prefeitos a apresentar plano de metas sustentáveis noventa dias após a posse.

Uma comissão da Câmara de Deputados deve ser formada na quarta-feira para avaliar o texto elaborado por inúmeras organizações não governamentais, como a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Ethos.

Segundo Oded Grajew, empresário e dirigente da Rede Nossa São Paulo, o texto pode ser apresentado na Conferências das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, prevista pra junho no Rio.

“Seria uma grande contribuição do Congresso Nacional para a Rio+20. A Organização das Nações Unidas tem feito muito pouco para o desenvolvimento sustentável e para combater crises econômicas, sociais e ambientais. A ONU depende do posicionamento de muitos países, mas o Brasil pode mostrar que é possível seguir esse modelo”, diz Grajew.

Na opinião do dirigente do Movimento Nossa São Paulo, as metas são essenciais para uma gestão de qualidade e a definição dessas metas pode driblar a falta de informação dos gestores públicos para aplicação de medidas sustentáveis no governo. Esse despreparo vem sendo considerado um gargalo na implementação e evolução de projetos “verdes” na administração pública, como o das compras sustentáveis.

Fonte: http://invertia.terra.com.br

Rio +20 impulsiona o turismo sustentável na cidade maravilhosa

17 abr

O turismo sustentável, com investimento mínimo e geração de emprego, por ironia, foi a solução encontrada pela prefeitura para acomodar todo o público da conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da ONU, que deve atrair mais de 50 mil pessoas.

Rio de Janeiro – Um jeito de receber o visitante que vem ao Rio, bem distante do clima tradicional de grandes hotéis e de programas oferecidos por agências de turismo, ganha impulso às vésperas da Rio+20. A hospedagem domiciliar contará na cidade com um portal na internet, elaborado pela Riotur. O turismo sustentável, com investimento mínimo e geração de emprego, por ironia, foi a solução encontrada pela prefeitura para acomodar todo o público da conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da ONU, que deve atrair mais de 50 mil pessoas. Na página, que estará no ar até o início de maio, o carioca que quiser se tornar anfitrião poderá se cadastrar. Já o turista poderá pesquisar as opções existentes e fazer sua reserva.

A motivação para criar um canal de comunicação único surgiu da falta de infraestrutura hoteleira suficiente para os participantes da conferência, que acontece entre 13 a 22 de junho. Em março, o prefeito Eduardo Paes adiantou ao GLOBO que iria pedir ajuda à população. A declaração despertou o interesse de moradores, que vêem na hospedagem caseira uma chance de ganhar dinheiro extra e ainda trocar experiências culturais e fazer amizades.

— O bom de estar numa rede é que você não precisa sair de casa e pode administrar os ganhos a partir de um calendário próprio e de uma maneira mais profissional — avalia a personal shopper Thereza Monteleone, que mora em Ipanema e se cadastrou no site My Rooms in Brazil para hospedar turistas por US$ 140 a noite.

O portal “Hospedagem Domiciliar” continuará funcionando depois da Rio+20 e vai reunir redes já existentes, como o Cama e Café e o Bed & Breakfast.
— Precisamos desses canais de apoio. Eles é que vão vistoriar as casas, seguindo o manual do anfitrião, distribuído pela Riotur — diz o presidente do órgão, Antônio Pedro Figueira de Mello, que dá mais detalhes da campanha. — Haverá um mural no portal para quem estiver procurando um lugar para ficar e também para quem estiver oferecendo.

O endereço eletrônico criado ainda terá espaço para links de grupos que trabalham com aluguel por temporada.

A demanda maior do que a oferta de quartos de hotel na cidade hoje, considerando o calendário de grandes eventos, como Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas de 2016, fez muita gente querer surfar na onda do turismo. De olho nesse boom, há duas semanas, as amigas Veronica Herrera, venezuelana, e Victoria Inaudi, argentina, colocaram no ar o site My Rooms in Brazil, dedicado à hospedagem domiciliar com nível três ou quatro estrelas. São 14 residências na Zona Sul já cadastradas.
— Esse tipo de hospedagem ainda não é muito comum no país. Queremos ajudar a quebrar o preconceito — diz Veronica.

Os irmãos Eduardo e Pedro Serrado também aproveitaram o momento e lançaram o site House in Rio Plus 20, voltado para o aluguel de apartamentos mobiliados. Cerca de 50% dos 110 cadastrados já foram reservados, inclusive por embaixadas de países da Europa, África e Ásia. Os preços vão de R$ 100 a R$ 2 mil por dia.

A aposentada Rosane Rebibout aguarda o lançamento da campanha da prefeitura para poder se cadastrar e alugar sua casa em Vargem Grande durante a Rio+20. O imóvel, a cerca de dez minutos do Riocentro, local da conferência, oferece muito verde, piscina, churrasqueira e acomodação para até 30 pessoas.
— Alugar para a Rio+20 foi a forma que vi de dar uma melhorada na grana.

Para quem quer curtir uma relação mais estreita com a cidade, a pedida é viver como e com um carioca por alguns dias. Há desde moradores de favelas a proprietários de grandes casarões tombados abrindo as suas portas. Quem sempre sonhou em passar uns dias num castelo poderá optar pelo castelo Valentim, em Santa Teresa.

O analista de sistemas Luiz Fernando Valentim, um dos herdeiros do palacete, recebe há dez anos pela rede Cama e Café, e, durante a Rio+20, vai hospedar no seu apartamento, no quarto andar, um integrante do alto escalão do governo federal, ao valor diário de R$ 375 o casal. A mãe dele, Izar Valentim, que mora no térreo, em meio a obras de arte e móveis de época, vai cobrar R$ 525 por dia durante o evento.
— A pessoa que se hospeda na casa de um carioca está em outro clima, mais familiar. E eu gosto muito de conhecer novas culturas. Com a convivência, acaba-se fazendo amizade — diz Luiz Fernando, que já recebeu um casal de mórmons americanos e naturistas da França.

Investimento
A rede Cama e Café possui 200 leitos, a maioria em Santa Teresa, mas quer triplicar esse número até a Rio+20. Quase metade das acomodações existentes hoje já estão reservadas para o evento. Já a rede B&B, que conta com 80 hospedagens no Rio, tem 90% das vagas comprometidas nas datas da conferência. Os quartos, pelas regras oficiais, seguem sempre um modelo de classificação como o dos hotéis, podendo ir de uma a quatro estrelas.

O clima acolhedor é uma das diferenças desse sistema. Louri Ferreira abriu, no fim do ano passado, as portas de um casarão dos anos 50 na Ladeira Saint Roman, em Copacabana. O negócio, chamado de guest house, oferece uma experiência entre o Pavão-Pavãozinho e o asfalto, com o dono da casa sempre presente — Louri mora lá:

“Recebi 12 hóspedes até agora. Já fui à praia com eles, à Lapa e andei de bike”, diz Louri, que também já subiu a ladeira com turistas, chegando a jantar, no réveillon, na casa de um morador.
Para a Rio+20, ele já tem a reserva de um casal americano.

Rio+20

A conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável terá a presença de, pelo menos, 120 delegações e 80 chefes de estado ou de governo. Representantes dos 193 países-membros da ONU foram convidados para o encontro, que debaterá os rumos do planeta, numa reedição da Rio92.

Praticamente toda a rede hoteleira da cidade está ocupada durante as datas da conferência, de 13 a 22 de junho, segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH-RJ). O Rio possui 33 mil quartos, incluindo hotéis, albergues e motéis. No interior, vagas já foram bloqueadas para o evento.

Fonte: www.d24am.com

Inclusão social gera desenvolvimento sustentável

20 mar

Para diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, aumento do consumo não pode ser visto como problema ambiental

São Paulo – “É preciso desambientalizar o debate sobre desenvolvimento sustentável no país”, afirmou o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, durante um painel sobre turismo sustentável, em São Paulo, nesta quarta-feira (14). “Não se deve confundir sustentabilidade com desenvolvimento sustentável, que é um conceito amplo, com um viés ambiental, econômico e social”.

Ainda segundo o diretor do Sebrae, a inclusão social e o aumento do consumo das classes mais baixas no Brasil e em vários países são fundamentais para o desenvolvimento sustentável. “Não se pode centrar a discussão unicamente na questão ambiental, à margem e à revelia das pessoas e da própria economia. Quem está ascendendo socialmente tem tanto direito de consumir um carro quanto quem já tem dois ou três veículos”.

Carlos Alberto dos Santos ressaltou ainda a importância de políticas governamentais que desenvolvam a economia turística sustentável. “Uma pousada pode ter características renováveis, mas se estiver localizada em uma área de esgoto a céu aberto, não vai atrair turistas. É necessário que o governo também faça sua parte”. Incentivador de programas que envolvam o turismo sustentável, o Sebrae possui atualmente 168 projetos no Brasil. De acordo com o diretor, só no ano passado a instituição atendeu 23 mil micro e pequenas empresas do setor.

O painel Viagens e Turismo Sustentáveis – O Crescimento Verde e Ideias Incríveis que Todos Podem Aplicar foi realizado durante o Fórum Panrotas 2012, em São Paulo. O diretor da Greenearth Travel, Geoffrey Lipman, defendeu, durante o evento, o “crescimento verde”. Para ele, o mundo precisa de mais alternativas energéticas, como a bioenergia, e usar menos os combustíveis provenientes de petróleo e carvão. “Temos 40 anos para transformar toda a produção e o consumo e reverter os investimentos para preservar os recursos naturais existentes”.

Sobre os grandes eventos que acontecerão no Brasil em 2014 e 2016, Lipman acredita que o país pode se posicionar como líder do turismo sustentável, com uma infraestrutura focada no crescimento verde. Também participaram do painel, o CEO do Hotel Explora, Jesús Parrilla, e o diretor-geral da Air France/KLM no Brasil, Marc Bailiart.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/